segunda-feira, 20 de junho de 2011
quinta-feira, 9 de junho de 2011
segunda-feira, 6 de junho de 2011
OS LIBERTADORES
da tormenta, a árvore do povo.
Da terra sobem os heróis
como as folhas pela seiva
e o vento despedaça as folhagens
de multidão rumorosa,
até que cai a semente
do pão outra vez na terra.
Aqui vem a árvore, a árvore
nutrida por mortos desnudos,
mortos açoitados e feridos,
mortos de rostos impossíveis,
empalados sobre uma lança,
esfarelados na fogueira,
decapitados pela acha,
esquartejados a cavalo
crucificados na igreja.
Aqui vem a árvore, a árvore
cujas raízes estão vivas,
tirou salitre do martírio,
suas raízes comeram sangue,
extraiu lágrimas do céu,
elevou-se por suas ramagens,
repartiu-as em sua arquitetura.
Foram flores invisíveis,
às vezes flores enterradas,
outras vezes iluminaram
suas pétalas, como planetas
E o homem recolheu os ramos
as corolas endurecidas,
entregando-as de mão em mão
como magnólias ou romãs
e logo abriram a terra,
cresceram até as estrelas
Esta é a árvore dos livres
A árvore terra, a árvore nuvem
A árvore pão, a árvore flecha,
a árvore punho, a árvore fogo
Afoga-a a água tempestuosa
de nossa época noturna
Mas seu mastro faz balançar
O círculo de seu poder
Outras vezes de novo tombam
os ramos partidos pela cólera,
e uma cinza ameaçadora
cobre a sua antiga majestade,
foi assim desde outros tempos,
assim saiu da agonia,
até que uma secreta mão,
uns braços inumeráveis
o povo, guardou os fragmentos,
escondeu troncos invariáveis
e seus lábios eram as folhas
da imensa árvore repartida,
disseminada em todas as partes,
caminhando com suas raízes.
Esta é a árvore, a árvore
do povo, de todos os povos
da liberdade, da luta.
Assoma-te a sua cabeleira
toca seus raios renovados
mergulha a mãonas usinas
de onde seu fruto palpitante
propaga a sua luz de cada dia.
Levanta esta terra em tuas mãos,
participa deste esplendor,
toma o teu pãoe teu cavalo
e monta guarda na fronteira,
no limite de tuas folhas.
Defende o fim de suas corolas,
comparte as noites hostis,
vigia o ciclo da aurora,
respira a altura estrelada,
comparando a árvore, a árvore
que cresce no meio da terra.
PABLO NERUDA
domingo, 5 de junho de 2011
Reconhecimento sem ética?
Reconhecimento sem ética?
Nancy Fraser*
Artigo originalmente publicado na revista Theory, Culture e Society. Partes deste artigo foram adaptadas e retiradas do meu ensaio, Social Justice in the age of identity politics: redistribution, recognition and participation (Fraser, 2000).
De algum tempo para cá, as forças da política progressista dividiram-se em dois campos. De um lado encontram-se os proponentes da "redistribuição". Apoiando-se em antigas tradições de organizações igualitárias, trabalhistas e socialistas, atores políticos alinhados a essa orientação buscam uma alocação mais justa de recursos e bens. No outro lado, estão os proponentes do "reconhecimento". Apoiando-se em novas visões de uma sociedade amigável às diferenças, eles procuram um mundo em que a assimilação às normas da maioria ou da cultura dominante não é mais o preço do respeito igualitário.
Membros do primeiro campo esperam redistribuir a riqueza dos ricos para os pobres, do Norte para o Sul, e dos proprietários para os trabalhadores. Membros do segundo, ao contrário, buscam o reconhecimento das distintas perspectivas das minorias étnicas, "raciais" e sexuais, bem como a diferença de gênero. A orientação redistributiva tem uma linhagem filosófica distinta, já que as reivindicações redistributivas igualitárias fornecem o caso paradigmático para a maior parte da teorização sobre justiça social dos últimos 150 anos. A orientação do reconhecimento recentemente atraiu o interesse dos filósofos políticos e, alguns entre eles, têm buscado desenvolver um novo paradigma normativo que coloca o reconhecimento em seu centro.
No presente, infelizmente, as relações entre os dois campos estão bastante tensas. Em muitos casos, as lutas por reconhecimento estão dissociadas das lutas por redistribuição. Dentro de movimentos sociais como o feminismo, por exemplo, tendências ativistas que encaram a redistribuição como um remédio para a dominação masculina estão cada vez mais dissociadas das tendências que olham para o reconhecimento da diferença de gênero. E o mesmo parece ser verdade na esfera intelectual. Na academia, para continuar com o feminismo, acadêmica (o)s que entendem gênero como uma relação social mantêm uma difícil coexistência com aquela (e)s que o constroem como uma identidade ou um código cultural. Essa situação exemplifica um fenômeno mais amplo: a difundida separação entre a política cultural e a política social, a política da diferença e a política da igualdade.
Em alguns casos, além disso, a dissociação tornou-se uma polarização. Alguns proponentes da redistribuição entendem as reivindicações de reconhecimento das diferenças como uma "falsa consciência", um obstáculo ao alcance da justiça social. Inversamente, alguns proponentes do reconhecimento rejeitam as políticas redistributivas por fazerem parte de um materialismo fora de moda que não consegue articular nem desafiar as principais experiências de injustiça. Nesses casos, realmente estamos diante de uma escolha: redistribuição ou reconhecimento? Política de classe ou política de identidade? Multiculturalismo ou igualdade social?
Essas são falsas antíteses, como já argumentei em outro texto (Fraser, 1995). Justiça, hoje, requer tanto redistribuição quanto reconhecimento; nenhum deles, sozinho, é suficiente. A partir do momento em que se adota essa tese, entretanto, a questão de como combiná-los torna-se urgente. Sustento que os aspectos emancipatórios das duas problemáticas precisam ser integrados em um modelo abrangente e singular. A tarefa, em parte, é elaborar um conceito amplo de justiça que consiga acomodar tanto as reivindicações defensáveis de igualdade social quanto as reivindicações defensáveis de reconhecimento da diferença.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Mercado de pele
Num ritual de antropofagia
Ao poeta que devora tudo
Vive crise de ideologia
Faz psicanálise, viciado em orgia
Organiza movimento adora
Apologia come a própria carne
Proclama a autofagia
BABILAK - CORPOLETRADO
terça-feira, 10 de maio de 2011
segunda-feira, 9 de maio de 2011
domingo, 8 de maio de 2011
terça-feira, 3 de maio de 2011
sexta-feira, 29 de abril de 2011
segunda-feira, 18 de abril de 2011
sábado, 16 de abril de 2011
quinta-feira, 14 de abril de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
segunda-feira, 4 de abril de 2011
quarta-feira, 30 de março de 2011
domingo, 27 de março de 2011
sábado, 26 de março de 2011
sexta-feira, 25 de março de 2011
quinta-feira, 24 de março de 2011
terça-feira, 22 de março de 2011
domingo, 13 de março de 2011
sábado, 5 de março de 2011
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
domingo, 30 de janeiro de 2011
sábado, 29 de janeiro de 2011
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
domingo, 23 de janeiro de 2011
sábado, 22 de janeiro de 2011
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
domingo, 16 de janeiro de 2011
sábado, 25 de dezembro de 2010
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
EscreVER
Caio Fernando Abreu
sábado, 11 de dezembro de 2010
MERDA!
Quem vive no mundo do teatro, dificilmente não fala merda antes de entrar no palco. O que muitos não sabem, sejam aqueles que utilizam a expressão ou aqueles que por ventura as ouvem, é que desconhecem a origem da expressão.
Esta expressão que pode ser considerada um mantra, uma espécie de ritual usado pelos atores antes de suas apresentações tem origem francesa.
Mas antes de contar como surgiu esta expressão, torna-se necessário falar um pouco destes desavergonhados, que não tem medo de colocar uma roupa feia ou pintar a cara, que não tem preconceito em expor um papel interpretando outro sexo ou até mesmo, mostrar um outro lado que existe em algumas pessoas, mas que estas têm vergonha de assumir por conta de uma sociedade ainda preconceituosa.
O ator interpreta no palco aquilo que nós queremos fazer na vida, mas temos vergonha. O que no dia a dia é um absurdo, no palco é natural, cômico. Atuar é a arte de viver em um mundo onde tudo pode.
A expressão “merda” usada no teatro surgiu na França. Um ator iria apresentar a peça mais importante de sua vida, estava nervosíssimo, pois na platéia estariam os mais importantes críticos da cidade. No percurso de sua casa ao teatro encontrou muitos obstáculos. Primeiro, deparou-se com um incêndio, teve que desviar e acabou se perdendo. Como quem tem “boca vai a Roma”, conseguiu chegar ao teatro. Na porta do teatro para completar suas asneiras, pisou em um cocô. Entrou, atuou e saiu muito feliz com a melhor atuação de sua vida.
Assim, a expressão “merda” tem o mesmo significado de boa sorte e é sempre usada antes das apresentações. Lembrando que, nunca se deve agradecer com obrigado ou de nada quando alguém lhe desejar “merda”, deve responder apenas “merda” ou ficar calado.
Portanto, merda a todos.
Daniel Burgos
Professor de língua portuguesa e espanhola, especializando em literatura mato-grossense.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Congresso Internacional do Medo
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio, porque este não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte.
Depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.
Carlos Drummond de Andrade (mineiro UAI)
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
AVISO DA LUA QUE MENSTRUA
Há que se ter cautela com esta gente que menstrua...
Imagine uma cachoeira às avessas:
Cada ato que faz, o corpo confessa.
Cuidado, moço
Às vezes parece erva, parece hera
Cuidado com essa gente que gera
Essa gente que se metamorfoseia
Metade legível, metade sereia.
Barriga cresce, explode humanidades
E ainda volta pro lugar que é o mesmo lugar
Mas é outro lugar, aí é que está:
Cada palavra dita, antes de dizer, homem, reflita..
Sua boca maldita não sabe que cada palavra é ingrediente
Que vai cair no mesmo planeta panela.
Cuidado com cada letra que manda pra ela!
Tá acostumada a viver por dentro,
Transforma fato em elemento
A tudo refoga, ferve, frita
Ainda sangra tudo no próximo mês.
Cuidado moço, quando cê pensa que escapou
É que chegou a sua vez!
Porque sou muito sua amiga
É que tô falando na "vera"
Conheço cada uma, além de ser uma delas.
Você que saiu da fresta dela
Delicada força quando voltar a ela.
Não vá sem ser convidado
Ou sem os devidos cortejos..
Às vezes pela ponte de um beijo
Já se alcança a "cidade secreta"
A atlântida perdida.
Outras vezes várias metidas e mais se afasta dela.
Cuidado, moço, por você ter uma cobra entre as pernas
Cai na condição de ser displicente
Diante da própria serpente
Ela é uma cobra de avental
Não despreze a meditação doméstica
É da poeira do cotidiano
Que a mulher extrai filosofando
Cozinhando, costurando e você chega com mão no bolso
Julgando a arte do almoço: eca!...
Você que não sabe onde está sua cueca?
Ah, meu cão desejado
Tão preocupado em rosnar, ladrar e latir
Então esquece de morder devagar
Esquece de saber curtir, dividir.
E aí quando quer agredir
Chama de vaca e galinha.
São duas dignas vizinhas do mundo daqui!
O que você tem pra falar de vaca?
O que você tem eu vou dizer e não se queixe:
Vaca é sua mãe. de leite.
Vaca e galinha...
Ora, não ofende. enaltece, elogia:
Comparando rainha com rainha
Óvulo, ovo e leite
Pensando que está agredindo
Que tá falando palavrão imundo.
Tá, não, homem.
Tá citando o princípio do mundo!
ELISA LUCINDA
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Festival Marreco Diário de Bordo
O Terceiro Festival Marreco de Cultura independente ocorre de 29 de novembro a 4 de dezembro, sendo uma mostra de trabalhos autorais, que visa um espaço para a criação musical e artística, coma finalidade de descobrir trabalhos originais.
O Festival é organizado pelo ponto de articulação Fora do Eixo, o Coletivo Peleja.
O principal objetivo é promover o debate e formulação para o desenvolvimento de ações com a intenção de valorizar e fomentar a produção musical e sócio-cultural de Patos de Minas e região.
O Festival Marreco faz parte do circuito mineiro de Festivais Independentes, que tem a proposta de promover a circulação de bandas e agentes da cadeia produtiva, trazendo na sua programação Oficinas de Arte e intervenções, além de Bandas reconhecidas em todo cenário nacional, como Móveis Coloniais de Acajú.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
A Construção do Homem Dançante
Percebi que assim como se constrói um corpo de ator para que seja o teatro uma arma de libertação, é possível a construção do Homem Dançante, capaz de usar o movimento como arma de emancipação.
O Fora do Eixo ampliou ainda mais os horizontes, visto que o trabalho coletivo permite que a arte seja instrumento de mudança e muita dança!!!
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
terça-feira, 16 de novembro de 2010
O herói hesitante, autobiografia de um anônimo
Meus olhos se acostumaram ao movimento, lêem da esquerda para a direita. A página parada e as palavras imóveis são responsáveis pelo movimento da leitura. Quando vejo coisas em movimento (cinema), meus olhos ficam parados.
As palavras são miniaturas infiéis das coisas.
Transam com qualquer um.
Meus pais não gostam que eu escreva. sabem que só escrevo palavrão, indecência, sodomias, incestos, sacanagens em geral. Por isso me proíbem. Disse a eles: a voz que sai de minha caneta não é minha.
- Então passa a caneta pra cá.
(Também, Danislau. O herói hesitante: autobiografia de um anônimo. Uberlândia: D. B. Teixeira, 2005)
terça-feira, 26 de outubro de 2010
DROGA
para as gavetas incertas.
E aquelas baratas idiotas
ainda são analfabetas.
Que droga!!!
A barata, depois de comer a poesia
quase comeu a minha mão.
A ingrata de barriga cheia de minha alegria
também morreu de solidão.
VANE PIMENTEL (VANDALUZ)
Sem Horas de si.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Praça
passou uma pressa,
passou um tédio,
passou o beijo na boca,
passou a tosse,
passou o pássaro e muitos passos.
Passou até uma graça,
um olhar e uma inveja.
Somente ficou o lápis
descrevendo a praça,
para dizer que é pública.
A árvore também ficou.
Vane Pimentel
Poucas Palavras II
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
domingo, 10 de outubro de 2010
sábado, 2 de outubro de 2010
domingo, 26 de setembro de 2010
Silfos ... De: Roberta Roldão
Olhos rápidos
Galopo no vento
E te distraio
Me alimento dos lapsos de pensamentos
Daquilo que ias falar
e se esqueceu!
Arrepio a nuca
Belisco orelhas
Sou mestre-cuca
Pastoreio ovelhas
Para uns sou invisível
Crianças podem me ver
Meu mistério indizível
É perguntar: Quem é você?
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Flor
De: Marsial Azevedo.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Prefácio
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Raio
E todo homem esquece aquilo que mata.
E toda mulher ama aquilo que esquece.
De: Marsial Azevedo
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Salamandras
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Fada
Dizem entre si que uns tem asas e sabem voar. Outros não.
Eu nunca vi, as asas, e voar mesmo só quando estão mais atrasados que o normal. (E ele sempre estão anormalmente atrasados...)
Sei lá, deve ser o jeito deles de dizer coisas sem sentido, buscando um rumo. Fazem muito isso.
Porque pra nós, ainda é assim: se dizemos asas, então as batemos atrás das costas, soltando magia no ar, tomando cuidado para não rasgá-las em algum galho, ou amassá-las contra o vidro de algum aranha-céu.
E se dizemos voar... bem, aprendemos isso com as estrelas e os pássaros, e acho que sabemos bem o que estamos fazendo, sempre.
De: Marsial Azevedo
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Vento (Do Diário de bordo escrito para Thane)

quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Oralidade
Como aquelas pessoas todas dançavam em uníssono?
Queria conhecer aquela "magia" que unia seres em uma dança coletiva, numa sintonia, comungando de algo através do gesto comum.
O mesmo gesto que me levaria até os Mapuabas, em Uberaba/MG.
Primeiro passo era ir até o Conselho Afro falar com Sarú (Evaldo Alves Cardoso), no bairro Mercês, Rua Bento Ferreira. Além de ter sido muito bem recebida, Sarú me contou uma história que nunca esqueci "eu dava birra porque tinha medo de um andarilho e miha mãe falava, vou chamar o Sarú", era a lenda de seu pseudônimo, feito poetas, como Fernando Pessoa.
Estava presente também o Mestre de capoeira Café, Ubiraci (filho do Sol), o músico e amigo (agora bailarino) Marcelo Taynara.
Sarú me mostrou um mapeamento feito em Minas Gerais que demonstrou a riqueza cultural de Minas Gerais (BRASIL, Municípios com registros de comunidades quilombolas - Segunda Configuração espacial. Geógrafo Rafael Sanzio Araújo dos Anjos, MAPAS Editora: 2005), estando inscritos oficialmente 135 municípios, porém deve-se registrar que os Mapuabas não estão catalogados. Os Mapuabas e as histórias que se perpetuam através de mecanismos não-oficiais, através da oralidade.
A pesquisa sobre a transmissão oral de danças populares na Família Mapuaba pedia um processo de imersão, um dançar prévio antes de redigir, vivenciar a dança para saber observar seu processo de criação.
Maria Luzia Cardoso é a Griô quem ensina os gestos e cantos para o Terno de Congo dos Mapuabas, mestre e portadora da tradição oral.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Pureza

segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Unicórnio (Do livro "Mundos Miúdos", escrito por Marsial Azevedo para seu amor Vasni Ferreira)
Relinchou, trotou, comeu aveia,e spreguiçou-se no feno macio.
Mas à noite, sob o brilho frio das estrelas, fes todos sonharem:
O pai desbravou campinas interiores.
A mãe tornou-se rainha vestida de nada, feliz, feliz.
As crianças entenderam tudo e searam flores com os próprios dentes.
O cachorro viveu para sempre, como nunca...
Mesmo querendo, unicórnios não abdicam de seus mágicos chifres.
domingo, 5 de setembro de 2010
Medo

O homem e suas projeções, ações e omissões num mundo indiferente. Os conflitos humanos construindo e destruindo as teias de vivências. É necessário viver o paradoxo. Ser heroicamente autor de nossas covardias... Será? E a coragem de criar, de retalhar o medo na intimidade e desafiar o mundo como Riobaldo desafia ao lançar-se num pacto com o representante do Mal?
A coragem de construir alicerces para nossa incompletude. Assumir o risco pelo dano que podemos nos causar... "Viver é etcétera..." Riobaldo reacendeu a coragem na conquista de um novo espaço no mundo.
O mundo é indiferente, o mal é apenas uma projeção... O ser é o cerne de seu temor, o vir a ser e o não ser... os grandes interditos... O direito está em ser o único perigo real.
"Medo agarra a gente é pelo enraizado." Estar preso às raízes pode impossibilitar um olhar mais amplo para as conquistas dos novos horizontes. Presos às limitações dos sentidos, resta-nos permanecer na situação, culpando o medo e o remorso por nossa inação.
Na vida devemos valorizar nossas origens nas raízes que nos prendem aos solos, mas devemos construir nossas antenas para poder compartilhar as inovações do mundo e enfrentá-las com segurança.
"Só temos que temer o próprio medo." Edgar Morin, com outras palavras, afirma o direito declarado por Riobaldo e elabora o mistério "Todo mistério do mundo está no nosso espírito. Todas as estruturas do nosso espírito são projetadas ao exterior, sobre o mundo."
A realidade se perde, pois só pode ser concebida se o sentimento for iniciado no homem e nele terminar com a atitude de um pacto em que o medo passa a compor para um objetivo... Contudo, quando o homem perde a noção da extensão de si e dos seus atos, os sentimentos são projetados para o outro, o medo surge como a impotência de ser para si, como a negação de ser para o outro.
Guimarães Rosa desvenda os sertões, abre veredas de lucidez e sensibilidade por intermédio do jagunço Teobaldo. Quantas são as passagens que poderiam ser objetos de ensaios! Quantas exclamações salientam a pluralidade do homem! Quantos sertões existem a serem desbravados!
O final do romance umedece todas as sensações. A morte de Diadorim, o menino da travessia do São Francisco que cresceu, cruzou os sertões em vida de vingança e morreu em combate num corpo feminino, é toda a poesia. Neste momento a prosa de Guimarães Rosa é imagem, som e pensamento - as veredas, os versos a construir o poema-sertão.
O leitor, seduzido, vivencia a emoção sem poder decifrar a simbologia de tantas metáforas, envolve-se de forma plena sem ter a real percepção de suas emoções. O encontro de Teobaldo e Diadorim se dá na impossibilidade. O mistério se apaga nos finos lábios que, calados, se tornam sertão.
O ser humano na travessia, muitas vezes teme ousar por novas veredas, amedronta-se diante de novas abordagens - a incapacidade aniquila o paradoxo e estagna o homem na limitação do perigo aparente.
Guimarães Rosa ousou. Criou uma nova linguagem e inovou no desenvolvimento do enredo, retratando áridas vidas que compõem os sertões do mundo, sem temer a crítica. O grande desafio estava em transformar em literatura a sua percepção do mundo e dos semelhantes.
Ninguém teve o direito de lhe fazer sentir medo. Nós, leitores, admiramos sua coragem criativa e sua grande obra e devemos nos preencher das metáforas do caminho para assumir o pacto com nossa ambigüidade.
Conscientes de que o medo se instaura na ausência da força de uma realização. Concretizemos nossos ideais para estabilizarmo-nos diante da confusão das coisas num futuro incerto dentro da perspectivas dos caminhos que se descobrem nos primeiros passos.
Texto de autoria de Helena Sut
Bello
sábado, 4 de setembro de 2010
A Arte de Ator - De: Luís Otávio Burnier - LUME
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Sobre gatos

quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Setembro (quase Primavera) vamos de Oswald de Andrade
meus oito anos
Oh que saudades que eu tenho
Da aurora de minha vida
Das horas
De minha infância
Que os anos não trazem mais
Naquele quintal de terra
Da Rua de Santo Antônio
Debaixo da bananeira
Sem nenhum laranjais
Eu tinha doces* visões
Da cocaína da infância
Nos banhos de astro-rei
Do quintal de minha ânsia
A cidade progredia
Em roda de minha casa
Que os anos não trazem mais
Debaixo da bananeira
Sem nenhum laranjais
* Nas edições de 1927 e 1945, está grafado "doce". Pareceu-me erro tipográfico. pois o adjetivo no singular não assume função estética especial neste verso, ao contrário do que sucede com o plural "laranjais", na última linha de cada uma das estrofes de que se compõe este poema-paródia.
domingo, 29 de agosto de 2010
Um instante
como não me conheço
nem me quis
sem começo
nem fim
aqui me tenho
sem mim
nada lembro
nem sei
à luz presente
sou apenas um bicho
transparente
Ferreira Gullar
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
terça-feira, 24 de agosto de 2010
domingo, 22 de agosto de 2010
E como não dormi... poesia!

sábado, 21 de agosto de 2010
Acordar com poesia e dormir com um conto
Querer o bem com demais força,
de incerto jeito, pode já estar
sendo querer o mal, por principiar.
Esses homens!
Todos puxaram o mundo para si,
para consertar consertado.
Mas cada um só vê e entende as coisas dum seu modo"
Guimarães Rosa
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Eu, Patty, Tento conhecer a mim mesma através de meu autor
PATTY - Em primeiro lugar, gostaria de saber se sou homem, mulher e travesti.
PEDRO - Você é mulher, naturalmente. Uma mulher que nunca dorme, mas afinal de contas uma mulher.
PATTY - E por que não durmo? Existem soníferos que fariam qualquer mastodonte roncar. O Roipnol, por exemplo; ouvi os junkies falarem muito bem do Roipnol.
PEDRO - Você não pode dormir porque, para você, o sono significa morte.
PATTY - Pois há pessoas que em estado de catalepsia fazem coisas muito interessantes. Ou pessoas que aproveitam o fato de serem sonâmbulas para se divertir.
PEDRO _ Ah, é? Quem?
PATTY - Um personagem de Copi, por exemplo. è uma mulher que se faz de sonâmbula para transar muito, e depois ela pode dixer que estava dormindo e que não se lembra e não tem culpa de nada.
PEDRO - Então era mentira que estava dormindo. Por que você quer dormir?
PATTY - Não sei. Ouvi outros personagens comentarem que entre uma trepada e outra as pessoas tiram uma soneca.
PEDRO Você não precisa, pois é cheia de vida. O sinal de nossos tempos é a vertiginosidade, a atividade frenética. E você é uma garota típica de nosso tempo.
PATTY - Ultimamente você anda mais preocupado com o meu coração doq ue com a minha xoxota. o que está acontecendo?
PEDRO -Acho que sinto a necessidade de um amor absoluto. Ultimamente proponhoa todo mundo que se case comigo. E é sério.
PATTY - Então sou um simples reflexo seu, essa coisa horrível que se chama "alter ego"?
PEDRO - Não, vocÇe é uma fantasia dos leitores. è o que os leitores gostariam de ser.`
PATTY - Você lê as minhas memórias?
PEDRO - Leio uma vez para ver quantos são os erros de impressão e depois me desesperar.
PATTY - Que dizer qu você também é um leitor. Ou seja, voc~e também gostaria de ser como eu.
PEDRO - Gostaria de ter a sua espontaneidade e seu senso positivo da vida.
PATTY - Escute, por que você não faz uma série de televisão comigo?
PEDRO - Seria difícil encontrar uma atriz.
PATTY - Acho que Morgan Fairchild faria muito bem o papel.
PEDRO - Não, você é mais sexy. Além disso não creio que Morgan Fairchild estivesse disposta a chupar tantas picas. E com certeza na televisão também não permitiriam.
PATTY - Nem nas particularidades?
PEDRO - Não creio.
PATTY - Fale mais de mim, enquanto faço uma coisinha para você.
PEDRO - Não quero que você me faça nada.
PATTY - Diga do que você gosta. Eu me dou bem com tudo.
PEDRO - Fique quieta. Se eu quiser me masturbar, vou saber muito bem como fazer.
PATTY - Como é que você faz?
PEDRO - Sou essencialmente voyeur.
PATTY - Como em Dublê de corpo, o filme de Brian de Palma.
PEDRO - Não, gosto de ver a mim mesmo. Gostaria de filmar minhas próprias trepadas para vê-las depois.
PATTY - Qual a minha relação com Holly Golighty, Pepi e Fran Lebowitz
PEDRO - São suas primas irmãs. Antes de você existir elas já existiam, mas vocês são o mesmo tipo de garotas. Você é um pouco mais ordinária e menos patética.
PATTY - Faço algum esporte para me manter em forma?
PEDRO - Os esportes a aborrecem, inclusive os que estão na moda. Você se mantém em forma por si só.
PATTY - Ficar tanto tempo em pé não me dá varizes? Porque eu odeio varizes.
PEDRO -Você nunca terá varizes. O melhor em você são as pernas. Você é libra, como eu e Brigitte Bardot.
PATTY -Mas as suas pernas são mais parecidas com as de Addy Ventura do que com as de Brigitte. Addy também é Libra?
PEDRO -Não sei. Oscar Wilde também era Libra; provavelmente herdei as pernas dele.
PATTY - Não sei como eram as pernas de Oscar. Sempre prestei atenção no que ele dizia, mas nunca em suas pernas. Por que os homens realmente interessantes nunca são sexys, com exceção de Sam Sheppard?
PEDRO - Pois eu me olho no espelho e me excito.
PATTY - Isso é porque, como todo manchego, você é um rapaz muito prático. Mudando de assunto, eu tenho alguma ideologia?
PEDRO - Você gosta de transar e de ser admirada.
PATTY - O que eu quero saber é se eu sou socialista.
PEDRO - Não, mas voc~e não se importaria de transar com Felipe González.
PATTY - Então, em certo sentido eu sou socialista. Porque com Fraga, por exemplo, eu não iria para a cama, não é mesmo?
PEDRO -Não.
PATTY - E com Tamames e Enrique Curiel?
PEDRO - Com eles sim, inclusive com os dois de uma vez.
PATTY - Você acha que eu deveria propor isso?
PEDRO - Não creio que aceitariam. Você é despachada demais para os homens da esquerda.
PATTY - Bom, por enquanto resolva para mim o assunto do motorista de taxi parecido co o Robert Mitchum. Dele sim é que eu gosto.
PEDRO - Vamos ver.
PATTY - Pedro, acho que depois desta entrevista continuo sem saber nada de você.
PEDRO - Eu, no entanto, já sabia tudo de você.
ALMODÓVAR, Pedro. Patty Diphusa e outros textos. São Paulo: Mratins Fontes, pg.97.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
A arte como agente de mudança social, agente de emancipação e educação
Agora nos apresentamos "globalmente", conforme a moda em voga, somos pontes, túneis, passaportes para um mundo "moderno", sem fronteiras.
Os efeitos negativos de um processo educacional que não desmascara ideologias, que não reconhece as falhas nas instituições, que fecha indíviduos em condicionamentos sociais é exatamente os mesmos efeitos negativos que sofrem nossas crianças quando são ensinadas sobre o "descobrimento" do Brasil por Pedro Álvares Cabral.
O mito do descobrimento permitiu o genocídio e etnocídio de milhares de populações ameríndias e ainda se faz estátua para serem colocadas nas praças e ainda soltamos foguetes comemorando a independência do Brasil dia 7 de setembro, que coincidentemente é dia do aniversário de minha filha Mayã (12 anos).
Ainda vivenciamos as mesmas eras de opressão, agressão e etnocídio? Na verdade seguimos a trajetória de uma história.
Por isso é preciso identificar a violência, em todos os níveis, do pessoal ao institucional, do interindividual ao integeracional, bem como nas mais variadas formas por ela assumidas e não só nas formas evidentes de violência armada.
O essencial é uma personalidade não-violenta.
Mahatma Gandhi afirma que não-violência e covardia não combinam. "Posso imaginar um homem armado até os dentes, mas que no fundo é um covarde. Mas a verdadeira não-violência é uma impossibilidade sem posse de um destemor inflexível".
Livro "borboleta" pára-raio de loucos
- E acaso alguém seria insano o bastante a ponto de não lê-lo?
"Vejo borboleta como um escritor que seduz mais pelas suas imperfeições do que por tudo que sai elaborado e perfeito de suas mãos; posso mesmo dizer que a sua glória e a sua superioridade derivam extamente da sua impotência em finalizar, mais do que do seu abundante vigor. Sua obra nunca exprime na totalidade aquilo que gostaria de dizer exatamente, aquilo que desejaria ter visto perfeitamente: parece ter havido nele o antegosto de uma visão..."
Livro: Pára-raio de loucos
borboletaContos
Fábio Amorim de Matos (borboleta)
Editora Assis
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
De repente: sim!

De repente decidimos trans for Mar (Leminski em Elisa Lucinda)
Eu, tudo isso Sim por Cima
Lilith, Psiquê, Deméter, Sara Kali, Voismecê,
Odoyá!
Símbolos em cirandas
Vendendo ouro velho
Me disfarçando de cozinheira para entrar no bar e encher sua taça
Evoé!
Escutar Esnert Hello entusiasmado.
Traga o violão!
Sentada na escada
Susurrava: " - Me banhei de "shobu" para estar com você.
Por nós # 1 é equação
2 + 2 dar errado então
Eranos Jahrbuch
Sopro
Hórus?
Não, Isís ou Íris, quiero Eros perguntando através dos mortais aquilo que Marsial escreveu para mim
-Qual parte da frase vocês não estão entendendo?
Debaixo das asas!
Eu decorei e aprendi a voar...
Chico cantava "Afasta de mim esse cale-se!"
Laboratório dos sonhos
Com ON incidir de ir para o mesmo lugar comum.
Roberta Ferreira Roldão
Elfo
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Cheiro

Violinos
Umidade
Cheiro de almíscar e sândalo
Os brincos de âMbar negro escorriam do único PAR de olhos negros noturnos
Noite estrelada de caravanas em Guedra
2 pérolas escuras
Mel de Tendera nos lábios
No fogo um pequeno caldeirão com água de chuva e pó azul da Índia
A taça vazia ainda cheirava álcool de cereais
As últimas palavras da Durga era a respeito da próxima parada, em Beni Abbés
Na caverna estava guardado o sagrado perfume
Navegaríamos
Mulheres com seus lenços macios e coloridos cochichavam uma sinfonia de grilos
Sentada, no chão, imóvel, o portal se abriu, um leve enjoo
Era como se caísse em um túnel para baixo, cheio de ar mar rio
Corredores, gavelas falando a língua dos lagartos seres
Um odor de anis e absinto
Corredores que levam até animais silvestres trazidos da Ilha de Creta
Para entrar, o vento soprava uma língua antiga:
Pupulé on chal
Ta saró sundache sina men chiquén
presas sino aotal
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
D.N.A
Não há lógica em minha árvore genealógica!
Tenho sangue português, espanhol, germânico, escosês, latino, comunista, burguês.
Escravo? de mulato!
Holandês?
Tenho mitocôndrias de mestiço...
Aminoácidos indianos fagocitando com iraquianos boiando,
nos excrementos norte-americanos.
A sinapse é mexicana
Coração peruano com átrio de uma cia tailandesa
Talvez cabelos africanos
a árvore
a semente
os ramos
a raiz
as folhas
da terra
que era o
ser
brasileiro.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
A Canção do Bailarino
Moves também a mim
Tu me tocas profundamente e me elevas alto a ti
Eu danço uma canção do silêncio,
seguindo uma música cósmica
e coloco meu pé ao longo das beiras do céu
e sinto
como teu sorriso me faz feliz
Bernhard Wosien
domingo, 8 de agosto de 2010
sábado, 7 de agosto de 2010
O Sol diário e as caminhadas sem gelo
Café, pouco dinheiro, cantoria
Galos, ralos que transbordam cabelos zelos apelos elos da canção nova
A rima acima começa e volta
Abandono o passado
Presenteio-me com duas tragadas na tarde a gosto do acaso
Contigo, navegante errante, eu caso!
Porém o relógio inexistente bate na porta
Toc Toc, não pode entrar
Vem me ferir com seus desenhos de pele
Eu vi mesmo, sem consultar
Narciso atravessou o espelho
Deixa eu nadar até o lugar
Cenário de alma enlaçadora de mundos é o que a mente puder imaginar
Tanto ar pra encher esse buraco fundo, poesia virtual é foda (licença poética)
A verdadeira essência está no por vir
Me deixe ir pro final, preciso acabar
No instante em que posso além de gente ser pedra canto calor veneno cobra Jesus dente mago vento extrato rato coqueiro colchão do padeiro que era 2 gêmeos da nota fá
sexta-feira, 16 de julho de 2010
10ª Semana da Mimulus
Objetivos: A Semana da Dança propõe um encontro entre aqueles que se empenham em fazer da dança de salão um instrumento de pesquisa e de crescimento integral para os que a praticam ou a ensinam. A 10ª. Semana da Dança Mimulus, como as anteriores, tem o objetivo de ampliar o saber, facilitar a prática, estimular a criatividade sem o detrimento da técnica, respeitar a individualidade e criar oportunidades de uma reflexão crítica. Mais do que ensinar, o encontro visa a troca de saberes, o convívio e a partilha.
Período de Realização: 25 a 31 de julho de 2010.
Galpão da Mimulus: Rua Ituiutaba, 325 – Prado -
Belo Horizonte – MG
Evento de Abertura:
Domingo, dia 25 de julho às 19h00: apresentação do espetáculo
POR UM FIO
pela Mimulus Cia de Dança no galpão da Mimulus, seguida um brinde de boas vindas.
De Segunda a Sexta, a partir das 9h30m desenvolvem-se as seguintes atividades:
o Segunda pela manhã:
09h30 às 11h30: Atividades de Integração, dirigidas por Rachel Mesquita, a partir da criança que existe em cada um de nós.
11h45 às 12h45: Painel: exposição e debate sobre o processo de criação do espetáculo POR UM FIO - Integrantes da mesa: Equipe Mimulus
• Sessão da Tarde, das 14h00 às 15h00:
Segunda Feira: Exercícios de Funcionalidade Integrada - Fernando Sampaio
Terça e Quinta: Preparação Corporal para Hipotônicos – Rosa Antuña
Quarta e Sexta: Vivência Rítmica – Mamour Ba
Segunda, Terça, Quinta: das 15h às 17h30
Quarta: 15h45 às 18h15
Sexta feira: de 15h45 às 17h30
Oficina de danças a dois com Jomar Mesquita e equipe Mimulus.
Quarta, das 19h às 20h:
A História do Choro com o grupo musical Bicho Carpinteiro
Atividade Especial, aberta para todos ao alunos da Mimulus Escola:
Terça, pela Manhã:
9h30 às 11h - Direção Coreográfica: Jomar Mesquita
11h15 às 12h45 - Samba Rock: Edson Modesto Jr. e Cíntia Fiaschi
Quarta, pela manhã:
9h30 às 11h – Contato e Improvisação aplicado a Dança de Salão: Jomar Mesquita
11h15 às 12h45 – Análise do Plano Nacional de Dança: Baby Mesquita
Quinta, pela manhã:
9h30 às 11h - Direção Coreográfica: Jomar Mesquita
11h15 às 12h45 – Cubanismo - a riqueza artística e cultural de uma nação única: Ricardo Garcia
Sexta, pela manhã:
9h30 às 11h – O Ensino das Danças a Dois, a formação do profissional; aspectos teóricos e práticos: equipe Mimulus e Participantes da Décima Semana da Dança.
11h15 às 12h45 – Musicalidade e Interpretação da Salsa e Ritmos Caribenhos: Ricardo Garcia
Tribuna do Participante: 17h45m às 18h30
Segunda, Terça e Quinta:
Trabalhos Inscritos:
O gesto enquanto uma comunicação não verbal: Halyny Andressa da Silva
A dança de salão como fator de contribuição para o desenvolvimento de valências físicas em pré-adolescentes: Fabieli Fátima de Oliveira
Dança de Salão, uma proposta publicitária: Fernando Caria Cardoso
Sexta, das 17h45m às 18h30
Aula Especial:
História da Valsa e Suas Influências: Teoria e Prática – Jomar Mesquita
Sábado
10h00 – Atividades de Avaliação e Entrega dos Certificados.
12h00 – Atividade de Despedida com Danças Circulares – focalizador: William de Paula Amaral do Valle
14h00 às 16h00 – Ensaios
22h00 – Festa com apresentações de participantes da Semana da Dança, Mimulus Cia de Dança e Grupo Experimental Mimulus.
Outras atividades:
Aulas regulares da Mimulus Escola, diariamente, a partir das 19h30
Durante a semana, bailes em diversos espaços de Belo Horizonte.
Bazar de Troca e Venda de Produtos Regionais (trazidos pelos participantes) e específicos da Dança.
Surpresas!
Inscrições Parciais:
o Não serão aceitas as inscrições parciais nas seguintes atividades: Funcionalidade Integrada, Preparação Corporal para Hipotônicos, Vivência Rítmica, Contato e Improvisação.
o Serão aceitas as inscrições parciais nas Oficinas de Danças a Dois e Samba Rock, somente com parceiros.
o Valores das Inscrições Parciais: tratar diretamente com Fábio Ramos, pelo telefone: 3295-5213.
Os ingressos para o espetáculo POR UM FIO, sessão de domingo às 19 horas são individuais e intransferíveis e apenas para os professores e inscritos integralmente na Semana da Dança. Dada a capacidade do espaço, não serão distribuídas cortesias ou permitida a entrada de acompanhantes.
Professores:
Cíntia Fiaschi: dançarina desde 1999 pelo Centro de Dança Jaime Aroxa, professora de dança de salão desde 2001, tendo trabalhado no Exterior (Europa e Ásia) pela C.I.A. Star Cruises até 2004; vem contabilizando vários trabalhos em televisão e eventos.
Edson Modesto Junior: formado em Educação Física, em 2004 criou a C.I.A. de Dança Stilo Refinado que pesquisa e divulga a dança paulistana, tendo como foco principal o Samba-Rock, ao qual se dedica desde 2002 e, do qual, em 2005, foi campeão do estado de São Paulo. Vem participando de diversos congressos e eventos nacionais renomados.
Mimulus Cia de Dança: os bailarinos Bruno Ferreira, Juliana Macedo e Jomar Mesquita participam do grupo desde a sua fundação, há 19 anos; juntamente com Rodrigo de Castro são todos premiados como Melhores Bailarinos pelo SESC/Sindicato dos Artistas/MG e pelo Sindicato dos Produtores e Artistas de Minas Gerais, apoiado pela Usiminas. Integram ainda o grupo Mariana Fernandes, Nayane Diniz, Murilo Borges e Andrea Pinheiro. São estagiários da Cia: Ricardo Koscialkowski (Florianóplis) e Luciane Segatto (Uberlância).
Bruno Ferreira dirige o Grupo Experimental Mimulus e participa do Núcleo de Comunicação da Associação Cultural Mimulus. Juliana Macedo, atualmente, assina juntamente com Baby Mesquita os figurinos dos espetáculos da Mimulus.
Fernando Sampaio: Formado em Educação Física, especializou-se na combinação dos princípios da Yoga, do Pilates e do Treinamento Funcional, resultando em uma vasta gama de exercícios e uma prática mais atraente e eficaz. A prescrição do método é recomendada para todos, com as devidas atenções ao condicionamento do praticante para a obtenção mais efetiva de resultados.
Grupo de Choro “Bicho Carpinteiro”: composto por Flávio Medeiros (Violão de Sete Cordas), Paulinho Ravena (Flauta e Flautim), Dudu Oliveira (Cavaquinho) e Rafael Guimarães (Pandeiro), todos pesquisadores e intérpretes de diversos gêneros da música brasileira, com especial atenção para o Choro e para o Samba. A proposta do grupo "Bicho Carpinteiro" é interpretar choros de compositores consagrados do gênero, como Pixinguinha, Kaximbinho, Abel Ferreira, Jacob do Bandolim, Garoto, João Pernambuco, Raul de Barros, Joaquim Callado, entre outros, contando entre uma música e outra um pouco da história desse gênero secular, considerado por pesquisadores como a primeira música instrumental feita no Brasil. O grupo apresenta também alguns choros compostos por seu flautista Paulinho Ravena.
Jomar Mesquita: professor, coreógrafo e bailarino, fundou e dirige a Associação Cultural Mimulus, a Mimulus Cia. de Dança e a Mimulus Escola de Dança desde 1990. Criando uma linguagem própria e inovadora, vem obtendo prêmios e críticas favoráveis em todo o mundo com os seus espetáculos. Com freqüência é convidado para trabalhar como bailarino, professor e jurado em diversos festivais destacando-se: Jacob's Pillow Dance Festival, USA; Festival Internacional Madrid en Danza, Espanha; Bienal da Dança de Lyon, França.Como professor e coreógrafo de outros grupos profissionais de dança e teatro, destacam-se os trabalhos junto ao Grupo Galpão e Cia. Burlantins. Coreografou a Cia. de Dança de Minas Gerais, com música de Villa Lobos e mais a Cia. Jovem da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil.
Mamour Ba, de origem senegalesa, dedica-se à música desde os 7 anos. Músico, bailarino, compositor, cantor, arranjador, Consultor Educacional. Estuda, ensina e realiza shows/workshop ligados à dança e os sons africano por todo o mundo utilizando a voz, o ritmo, a expressão e o canto, como instrumentos, para o crescimento e transformação interior do ser humano. Formação: Universidade de Arte de Dakar.
Faculdade de Dança Moderna Mudra-Dakar. Mestrado em música pela Universidade de Versailles, França.
Rachel Mesquita: professora nas Universidades Gama Filho e Católica de Petrópolis no curso de graduação de Educação Física: disciplinas de Ginástica, Ginástica Olímpica, Educação Física Infantil e Dança de salão. Na Universidade Estácio de Sá atua nas disciplinas de Danças Populares e Coreografia em Grupo. É mentora, professora e coreógrafa do Projeto Social Alvinho's Dance. Coreógrafa na Escola de Samba Mangueira do Amanhã e da ala infantil da Escola de Samba Estação Primeira da Mangueira. Palestrante e professora de cursos em todo Brasil, América do Sul (Argentina, Uruguai, Chile, Paraguai, Bolívia) e nos Estados Unidos (Califórnia).
Ricardo Garcia: Professor, dançarino, músico, coreógrafo e produtor, com 14 anos de experiência, 11 dos quais dedicados à salsa e ritmos do Caribe. É co-fundador, diretor, coreógrafo e dançarino da Conexión Caribe Companhia de Dança, a primeira especializada em Salsa no Brasil.
Diretor e organizador do Congresso Mundial de Salsa do Brasil, maior evento de salsa da América do Sul. Organizador nacional e juiz credenciado do Brasil Salsa Open, etapa nacional do principal campeonato mundial de salsa. Diretor e colunista do portal www.salsa.com.br .
Rosa Antuña: Bailarina, coreógrafa, professora de dança. Assistente de direção e intérprete da Cia Mário Nascimento. Ao longo de sua carreira vem desenvolvendo e estudando formas de prevenir lesões para bailarinos “hipotônicos”, por ter ela mesma este biótipo. É acompanhada pela fisioterapeuta Andrea Mourão desde o início de sua carreira, tendo também sido treinada por Beto, fisioterapeuta do Corinthians e pela equipe do Minas Tênis Clube. Como bailarina, tem experiência e ponto de vista prático neste assunto. www.rosaantuna.blogspot.com
William de Paula Amaral do Valle: É Bacharel em Música/Composição, com formação complementar em Letras UFMG. Focalizador de Danças Circulares e Danças da Paz Universal, desde 1990 vem orientando formação de cerca de 500 focalizadores em diversas cidades do Brasil e criado vários grupos. É professor certificado – nível 1 – pela Rede Internacional das DPU (INDUP, Seattle/EUA). Como Consultor Organizacional, formado pela ABTD/MG, desenvolve programas visando o desenvolvimento de pessoas e o fortalecimento de equipes em diversas organizações.
Equipe de Produção do espetáculo POR UM FIO:
Iluminação:
Montagem e Operação de Luz: Rodrigo Marçal
Assistentes: Bruno Reis e Renato Cordeiro
Cenário:
Montagem e Operação de: Paula Pazos e Nilson Santos
Assistente: João Ricardo
Estagiária: Letícia Marçal
Produção:
Karla Danitza e Baby Mesquita
Assistente:
Alessandra Oliveira
Coordenadores da Décima Semana:
Bruno Ferreira
Fábio Ramos
Angela Linhares
Baby Mesquita
Realização: Associação Cultural Mimulus
Patrocínio: Contax
Lei Municipal de Incentivo à Cultura
Prefeitura de Belo Horizonte
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
SESI/SP realiza a contrapartida Social, faça arte!
A entidade dispõe de 2.280 vagas em todo o Estado. Interessados podem se inscrever até 13/2. Atividades iniciarão em 1º de março
O Sesi-SP está com inscrições abertas para vagas nos cursos gratuitos de iniciação ao teatro oferecidos pelos Núcleos de Artes Cênicas (NACs) da entidade no Estado. Cada uma das 19 unidades oferecerá 120 vagas em cursos livres.
Para o curso semestral (de 1º de março a 30 de junho), com carga horária de quatro horas semanais, cada núcleo formará quatro turmas de 25 alunos.
A configuração dos grupos pode variar entre as unidades para o atendimento dos públicos infantil (de 9 a 12 anos), pré-adolescente (dos 13 aos 15 anos) e adolescente e adulto (acima de 16 anos).
Para as 20 vagas remanescentes, cada unidade abrirá processo seletivo, conduzido pelo orientador de Artes Cênicas local, para o curso de Múltiplas Linguagens.
Nas aulas o aluno trabalhará com técnicas específicas, como dança-teatro, teatros narrativo e performático (os temas abordados variam de acordo a unidade).
Com duração de um ano (de 1º de março a 30 de novembro, com recesso no mês de julho) e carga horária de seis horas semanais, o curso destina-se a pessoas com vivências em artes cênicas.
As aulas estão disponíveis nos Centros de Atividades do Sesi de A.E. Carvalho, Vila das Mercês e Vila Leopoldina (Capital), e também em Santo André, Mauá, Osasco, Santos, Mogi das Cruzes, Sorocaba, Araraquara, Birigüi, Marília, Rio Claro, Franca, Piracicaba, Itapetininga, São José do Rio Preto e Campinas (Amoreiras e Santos Dumont).
Os interessados devem procurar a Secretaria Única de umas das unidades para fazer a matrícula de acordo com o seguinte calendário:
De 1º a 13 de fevereiro – atendimento exclusivo aos beneficiários da indústria;
A partir de 17 de fevereiro – as vagas remanescentes serão abertas à comunidade.
Núcleo de Artes Cênicas
Os NACs existem há 23 anos no Sesi-SP e oferecem atividades gratuitas aos participantes. Seu principal objetivo é o de utilizar a linguagem teatral como ferramenta para a conscientização individual, melhorando a qualidade de vida dos participantes e colaborando para o exercício da cidadania devido à abertura de horizontes que a produção artística proporciona.
Serviço
Inscrições para os Núcleos de Artes Cênicas
Local: 19 unidades do Sesi-SP: A.E. Carvalho, Vila das Mercês e Vila Leopoldina (na Capital), Santo André, Mauá, Osasco, Santos, Mogi das Cruzes, Sorocaba, Araraquara, Birigui, Marília, Rio Claro, Franca, Piracicaba, Itapetininga, São José do Rio Preto e Campinas (Amoreiras e Santos Dumont).
Inscrições na Secretaria Única da unidade: de 1º a 13 de fevereiro apenas para industriários e a partir de 17 de fevereiro para a comunidade.
Documentos: Os interessados devem apresentar CPF, carteira de identidade e foto 3x4. Menor de idade deve estar acompanhado dos pais ou responsável legal.
Datas das aulas: de 1º de março a 30 de junho para o curso semestral; e de 1º de março a 30 de novembro para o curso anual.
Informações: tel. (11) 3528-2000
Por Michele Carvalho
domingo, 13 de dezembro de 2009
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
domingo, 13 de setembro de 2009
Clareira de Homens e Sinos. Direção: Marsial Azevdo
Vem e perdoa as faltas nem cometidas, como se perdoasse um som tangido demais, um pássaro livre demais, um chorinho desenganado, esmaecido.
FICHA TÉCNICA:
Concepção e direção: Marsial Azevedo
Performers: Jeziel Paiva (rabeca e violino); Marsial Azevedo, Roberta Roldão e Marcelo Taynara (voz, violão)
Assistente de direção:Lívia Chumbinho
Assistência coreográfica: Raquel Tormin e Rui Moreira (direção do chorinho "Valsa dos Espelhos")
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sexta-feira, 11 de setembro de 2009
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Terça e Quinta - 19h30 às 21h
Quarta e Sexta - 17h às 18h30
Quarta e Sexta - 19h30 às 21h
Sábado - 09h às 12h
Sábado - 14h às 17h
Segunda: ensaios 20-22h
Contatos: (34)3314-4815
(34)9157-6241
SESI: (34)3322-2021 ou 3322-2023
Msn e e-mail: robertaferreiraroldao@hotmail.com ou betaroldao@gmail.com
Blog:http://robertaroldao.blogspot.com/
sábado, 9 de maio de 2009
an DANÇAS
in lach in
Dança
Roberta Roldão














