sábado, 25 de dezembro de 2010
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
EscreVER
Quando tudo parece sem saída sempre se pode cantar. Por essa razão escrevo.
Caio Fernando Abreu
Caio Fernando Abreu
sábado, 11 de dezembro de 2010
MERDA!
A origem da expressão "merda" no teatro
Quem vive no mundo do teatro, dificilmente não fala merda antes de entrar no palco. O que muitos não sabem, sejam aqueles que utilizam a expressão ou aqueles que por ventura as ouvem, é que desconhecem a origem da expressão.
Esta expressão que pode ser considerada um mantra, uma espécie de ritual usado pelos atores antes de suas apresentações tem origem francesa.
Mas antes de contar como surgiu esta expressão, torna-se necessário falar um pouco destes desavergonhados, que não tem medo de colocar uma roupa feia ou pintar a cara, que não tem preconceito em expor um papel interpretando outro sexo ou até mesmo, mostrar um outro lado que existe em algumas pessoas, mas que estas têm vergonha de assumir por conta de uma sociedade ainda preconceituosa.
O ator interpreta no palco aquilo que nós queremos fazer na vida, mas temos vergonha. O que no dia a dia é um absurdo, no palco é natural, cômico. Atuar é a arte de viver em um mundo onde tudo pode.
A expressão “merda” usada no teatro surgiu na França. Um ator iria apresentar a peça mais importante de sua vida, estava nervosíssimo, pois na platéia estariam os mais importantes críticos da cidade. No percurso de sua casa ao teatro encontrou muitos obstáculos. Primeiro, deparou-se com um incêndio, teve que desviar e acabou se perdendo. Como quem tem “boca vai a Roma”, conseguiu chegar ao teatro. Na porta do teatro para completar suas asneiras, pisou em um cocô. Entrou, atuou e saiu muito feliz com a melhor atuação de sua vida.
Assim, a expressão “merda” tem o mesmo significado de boa sorte e é sempre usada antes das apresentações. Lembrando que, nunca se deve agradecer com obrigado ou de nada quando alguém lhe desejar “merda”, deve responder apenas “merda” ou ficar calado.
Portanto, merda a todos.
Daniel Burgos
Professor de língua portuguesa e espanhola, especializando em literatura mato-grossense.
Quem vive no mundo do teatro, dificilmente não fala merda antes de entrar no palco. O que muitos não sabem, sejam aqueles que utilizam a expressão ou aqueles que por ventura as ouvem, é que desconhecem a origem da expressão.
Esta expressão que pode ser considerada um mantra, uma espécie de ritual usado pelos atores antes de suas apresentações tem origem francesa.
Mas antes de contar como surgiu esta expressão, torna-se necessário falar um pouco destes desavergonhados, que não tem medo de colocar uma roupa feia ou pintar a cara, que não tem preconceito em expor um papel interpretando outro sexo ou até mesmo, mostrar um outro lado que existe em algumas pessoas, mas que estas têm vergonha de assumir por conta de uma sociedade ainda preconceituosa.
O ator interpreta no palco aquilo que nós queremos fazer na vida, mas temos vergonha. O que no dia a dia é um absurdo, no palco é natural, cômico. Atuar é a arte de viver em um mundo onde tudo pode.
A expressão “merda” usada no teatro surgiu na França. Um ator iria apresentar a peça mais importante de sua vida, estava nervosíssimo, pois na platéia estariam os mais importantes críticos da cidade. No percurso de sua casa ao teatro encontrou muitos obstáculos. Primeiro, deparou-se com um incêndio, teve que desviar e acabou se perdendo. Como quem tem “boca vai a Roma”, conseguiu chegar ao teatro. Na porta do teatro para completar suas asneiras, pisou em um cocô. Entrou, atuou e saiu muito feliz com a melhor atuação de sua vida.
Assim, a expressão “merda” tem o mesmo significado de boa sorte e é sempre usada antes das apresentações. Lembrando que, nunca se deve agradecer com obrigado ou de nada quando alguém lhe desejar “merda”, deve responder apenas “merda” ou ficar calado.
Portanto, merda a todos.
Daniel Burgos
Professor de língua portuguesa e espanhola, especializando em literatura mato-grossense.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Congresso Internacional do Medo
Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio, porque este não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte.
Depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.
Carlos Drummond de Andrade (mineiro UAI)
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio, porque este não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte.
Depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.
Carlos Drummond de Andrade (mineiro UAI)
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
AVISO DA LUA QUE MENSTRUA
Moço, cuidado com ela!
Há que se ter cautela com esta gente que menstrua...
Imagine uma cachoeira às avessas:
Cada ato que faz, o corpo confessa.
Cuidado, moço
Às vezes parece erva, parece hera
Cuidado com essa gente que gera
Essa gente que se metamorfoseia
Metade legível, metade sereia.
Barriga cresce, explode humanidades
E ainda volta pro lugar que é o mesmo lugar
Mas é outro lugar, aí é que está:
Cada palavra dita, antes de dizer, homem, reflita..
Sua boca maldita não sabe que cada palavra é ingrediente
Que vai cair no mesmo planeta panela.
Cuidado com cada letra que manda pra ela!
Tá acostumada a viver por dentro,
Transforma fato em elemento
A tudo refoga, ferve, frita
Ainda sangra tudo no próximo mês.
Cuidado moço, quando cê pensa que escapou
É que chegou a sua vez!
Porque sou muito sua amiga
É que tô falando na "vera"
Conheço cada uma, além de ser uma delas.
Você que saiu da fresta dela
Delicada força quando voltar a ela.
Não vá sem ser convidado
Ou sem os devidos cortejos..
Às vezes pela ponte de um beijo
Já se alcança a "cidade secreta"
A atlântida perdida.
Outras vezes várias metidas e mais se afasta dela.
Cuidado, moço, por você ter uma cobra entre as pernas
Cai na condição de ser displicente
Diante da própria serpente
Ela é uma cobra de avental
Não despreze a meditação doméstica
É da poeira do cotidiano
Que a mulher extrai filosofando
Cozinhando, costurando e você chega com mão no bolso
Julgando a arte do almoço: eca!...
Você que não sabe onde está sua cueca?
Ah, meu cão desejado
Tão preocupado em rosnar, ladrar e latir
Então esquece de morder devagar
Esquece de saber curtir, dividir.
E aí quando quer agredir
Chama de vaca e galinha.
São duas dignas vizinhas do mundo daqui!
O que você tem pra falar de vaca?
O que você tem eu vou dizer e não se queixe:
Vaca é sua mãe. de leite.
Vaca e galinha...
Ora, não ofende. enaltece, elogia:
Comparando rainha com rainha
Óvulo, ovo e leite
Pensando que está agredindo
Que tá falando palavrão imundo.
Tá, não, homem.
Tá citando o princípio do mundo!
ELISA LUCINDA
Há que se ter cautela com esta gente que menstrua...
Imagine uma cachoeira às avessas:
Cada ato que faz, o corpo confessa.
Cuidado, moço
Às vezes parece erva, parece hera
Cuidado com essa gente que gera
Essa gente que se metamorfoseia
Metade legível, metade sereia.
Barriga cresce, explode humanidades
E ainda volta pro lugar que é o mesmo lugar
Mas é outro lugar, aí é que está:
Cada palavra dita, antes de dizer, homem, reflita..
Sua boca maldita não sabe que cada palavra é ingrediente
Que vai cair no mesmo planeta panela.
Cuidado com cada letra que manda pra ela!
Tá acostumada a viver por dentro,
Transforma fato em elemento
A tudo refoga, ferve, frita
Ainda sangra tudo no próximo mês.
Cuidado moço, quando cê pensa que escapou
É que chegou a sua vez!
Porque sou muito sua amiga
É que tô falando na "vera"
Conheço cada uma, além de ser uma delas.
Você que saiu da fresta dela
Delicada força quando voltar a ela.
Não vá sem ser convidado
Ou sem os devidos cortejos..
Às vezes pela ponte de um beijo
Já se alcança a "cidade secreta"
A atlântida perdida.
Outras vezes várias metidas e mais se afasta dela.
Cuidado, moço, por você ter uma cobra entre as pernas
Cai na condição de ser displicente
Diante da própria serpente
Ela é uma cobra de avental
Não despreze a meditação doméstica
É da poeira do cotidiano
Que a mulher extrai filosofando
Cozinhando, costurando e você chega com mão no bolso
Julgando a arte do almoço: eca!...
Você que não sabe onde está sua cueca?
Ah, meu cão desejado
Tão preocupado em rosnar, ladrar e latir
Então esquece de morder devagar
Esquece de saber curtir, dividir.
E aí quando quer agredir
Chama de vaca e galinha.
São duas dignas vizinhas do mundo daqui!
O que você tem pra falar de vaca?
O que você tem eu vou dizer e não se queixe:
Vaca é sua mãe. de leite.
Vaca e galinha...
Ora, não ofende. enaltece, elogia:
Comparando rainha com rainha
Óvulo, ovo e leite
Pensando que está agredindo
Que tá falando palavrão imundo.
Tá, não, homem.
Tá citando o princípio do mundo!
ELISA LUCINDA
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Festival Marreco Diário de Bordo
Cheguei a Patos de Minas no dia 29 de novembro de 2010 por volta do meio-dia e fui recebida pelo Matheus do Coletivo Peleja, que me levou para almoçar num restaurante com uma comida típica mineira. A Hospedagem solidária está sendo da casa da Clara, que me recebeu com muita alegria e carinho.
O Terceiro Festival Marreco de Cultura independente ocorre de 29 de novembro a 4 de dezembro, sendo uma mostra de trabalhos autorais, que visa um espaço para a criação musical e artística, coma finalidade de descobrir trabalhos originais.
O Festival é organizado pelo ponto de articulação Fora do Eixo, o Coletivo Peleja.
O principal objetivo é promover o debate e formulação para o desenvolvimento de ações com a intenção de valorizar e fomentar a produção musical e sócio-cultural de Patos de Minas e região.
O Festival Marreco faz parte do circuito mineiro de Festivais Independentes, que tem a proposta de promover a circulação de bandas e agentes da cadeia produtiva, trazendo na sua programação Oficinas de Arte e intervenções, além de Bandas reconhecidas em todo cenário nacional, como Móveis Coloniais de Acajú.
O Terceiro Festival Marreco de Cultura independente ocorre de 29 de novembro a 4 de dezembro, sendo uma mostra de trabalhos autorais, que visa um espaço para a criação musical e artística, coma finalidade de descobrir trabalhos originais.
O Festival é organizado pelo ponto de articulação Fora do Eixo, o Coletivo Peleja.
O principal objetivo é promover o debate e formulação para o desenvolvimento de ações com a intenção de valorizar e fomentar a produção musical e sócio-cultural de Patos de Minas e região.
O Festival Marreco faz parte do circuito mineiro de Festivais Independentes, que tem a proposta de promover a circulação de bandas e agentes da cadeia produtiva, trazendo na sua programação Oficinas de Arte e intervenções, além de Bandas reconhecidas em todo cenário nacional, como Móveis Coloniais de Acajú.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
A Construção do Homem Dançante
Tudo começou com a primeira experiência teatral, aos 17 anos, quando participei de um grupo de Teatro chamado Trem de Minas, em Uberaba, Triângulo Mineiro. Era o meu primeiro grito, um corpo de bailarina querendo o corpo para teatro. Era um grupo experimental, dirigido por José Maria Madureira, que trabalhava diversas linguagens, como Teatro do Oprimido, Artaud, Brecht e Stanislawky.
Percebi que assim como se constrói um corpo de ator para que seja o teatro uma arma de libertação, é possível a construção do Homem Dançante, capaz de usar o movimento como arma de emancipação.
O Fora do Eixo ampliou ainda mais os horizontes, visto que o trabalho coletivo permite que a arte seja instrumento de mudança e muita dança!!!
Percebi que assim como se constrói um corpo de ator para que seja o teatro uma arma de libertação, é possível a construção do Homem Dançante, capaz de usar o movimento como arma de emancipação.
O Fora do Eixo ampliou ainda mais os horizontes, visto que o trabalho coletivo permite que a arte seja instrumento de mudança e muita dança!!!
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
terça-feira, 16 de novembro de 2010
O herói hesitante, autobiografia de um anônimo
Leio tudo que me caia nas mãos, desde que não caia das mãos.
Meus olhos se acostumaram ao movimento, lêem da esquerda para a direita. A página parada e as palavras imóveis são responsáveis pelo movimento da leitura. Quando vejo coisas em movimento (cinema), meus olhos ficam parados.
As palavras são miniaturas infiéis das coisas.
Transam com qualquer um.
Meus pais não gostam que eu escreva. sabem que só escrevo palavrão, indecência, sodomias, incestos, sacanagens em geral. Por isso me proíbem. Disse a eles: a voz que sai de minha caneta não é minha.
- Então passa a caneta pra cá.
(Também, Danislau. O herói hesitante: autobiografia de um anônimo. Uberlândia: D. B. Teixeira, 2005)
Meus olhos se acostumaram ao movimento, lêem da esquerda para a direita. A página parada e as palavras imóveis são responsáveis pelo movimento da leitura. Quando vejo coisas em movimento (cinema), meus olhos ficam parados.
As palavras são miniaturas infiéis das coisas.
Transam com qualquer um.
Meus pais não gostam que eu escreva. sabem que só escrevo palavrão, indecência, sodomias, incestos, sacanagens em geral. Por isso me proíbem. Disse a eles: a voz que sai de minha caneta não é minha.
- Então passa a caneta pra cá.
(Também, Danislau. O herói hesitante: autobiografia de um anônimo. Uberlândia: D. B. Teixeira, 2005)
terça-feira, 26 de outubro de 2010
DROGA
Eu escrevi minhas coisas
para as gavetas incertas.
E aquelas baratas idiotas
ainda são analfabetas.
Que droga!!!
A barata, depois de comer a poesia
quase comeu a minha mão.
A ingrata de barriga cheia de minha alegria
também morreu de solidão.
VANE PIMENTEL (VANDALUZ)
Sem Horas de si.
para as gavetas incertas.
E aquelas baratas idiotas
ainda são analfabetas.
Que droga!!!
A barata, depois de comer a poesia
quase comeu a minha mão.
A ingrata de barriga cheia de minha alegria
também morreu de solidão.
VANE PIMENTEL (VANDALUZ)
Sem Horas de si.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Praça
Aqui na praça
passou uma pressa,
passou um tédio,
passou o beijo na boca,
passou a tosse,
passou o pássaro e muitos passos.
Passou até uma graça,
um olhar e uma inveja.
Somente ficou o lápis
descrevendo a praça,
para dizer que é pública.
A árvore também ficou.
Vane Pimentel
Poucas Palavras II
passou uma pressa,
passou um tédio,
passou o beijo na boca,
passou a tosse,
passou o pássaro e muitos passos.
Passou até uma graça,
um olhar e uma inveja.
Somente ficou o lápis
descrevendo a praça,
para dizer que é pública.
A árvore também ficou.
Vane Pimentel
Poucas Palavras II
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
domingo, 10 de outubro de 2010
sábado, 2 de outubro de 2010
domingo, 26 de setembro de 2010
Silfos ... De: Roberta Roldão
Dedos leves
Olhos rápidos
Galopo no vento
E te distraio
Me alimento dos lapsos de pensamentos
Daquilo que ias falar
e se esqueceu!
Arrepio a nuca
Belisco orelhas
Sou mestre-cuca
Pastoreio ovelhas
Para uns sou invisível
Crianças podem me ver
Meu mistério indizível
É perguntar: Quem é você?
Olhos rápidos
Galopo no vento
E te distraio
Me alimento dos lapsos de pensamentos
Daquilo que ias falar
e se esqueceu!
Arrepio a nuca
Belisco orelhas
Sou mestre-cuca
Pastoreio ovelhas
Para uns sou invisível
Crianças podem me ver
Meu mistério indizível
É perguntar: Quem é você?
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Flor
E me arrancaram aos montes, vermelha, carnuda, direto pra dentro d eum copo com água gelada, jurando amor eterno, vivendo para sempre, pra nada.
De: Marsial Azevedo.
De: Marsial Azevedo.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Prefácio
Assim é que elas foram feitas
todas as coisas sem nome.
Depois é que veio a harpa
e a fêmea em pé.
Insetos errados de cor caiam no mar.
A voz s estendeu na direção da boca.
Caranguejos apertavam mangues.
Vendo que havia na terra
depeendimentos demais
E tarefas muitas
Os homens começaram a roer unhas.
Ficou certo pois não
Que as moscas iriram iluminar
o silêncio das coisas anônimas.
Porém, vendo o Homem
que as moscas não davam conta de
iluminar o silêncio das coisas anônimas -
Passaram essa tarefa para os poetas.
MANOEL DE BARROS
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Raio
Todo Homem mata aquilo que ama (Oscar Wilde)
E todo homem esquece aquilo que mata.
E toda mulher ama aquilo que esquece.
De: Marsial Azevedo
E todo homem esquece aquilo que mata.
E toda mulher ama aquilo que esquece.
De: Marsial Azevedo
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Roberta Roldão
